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A versatilidade das trails de média cilindrada é o grande atrativo desses modelos. Elas oferecem longo curso de suspensão, boa autonomia, posição confortável para pequenos e grandes deslocamentos e também são capazes de conviver no dia a dia das cidades. Ainda permitem viagens por qualquer tipo de estrada, mas sem o peso (e o preço) excessivo das bigtrails.

A chegada da Royal Enfield Himalayan é mais uma opção com essa receita e agora o consumidor pode escolher entre variações de design, peso, equipamentos, motorização, acabamentos e, claro, preços. Veja as opções oferecidas pela BMW, Honda, Kawasaki, Royal Enfield e Yamaha para agradar aos motociclistas que buscam uma trail média para qualquer momento e qualquer lugar. Confira.

Yamaha Lander 250 ABS – R$ 16.990
Lançada no começo do ano com a missão de substituir de uma só vez a consagrada Ténéré 250 e a antiga geração, a nova Lander 250 ABS traz o confiável motor flex de 249,5 cm³, um cilindro e duas válvulas. Sua potência é a mais baixa entre as motos da categoria com 20,9 cv a 8.000 giros – abastecida com etanol. O propulsor atinge seu torque máximo de 2,1 kgf.m nas 6.500 rotações. Se os números dessa Yamaha são comedidos, o baixo peso do modelo joga a seu favor: apenas 143 kg (a seco). 

O câmbio de cinco marchas permite boas retomadas e a Lander consegue manter facilmente a velocidade de cruzeiro de 110/120 km/h. A essa velocidade o modelo mostra outra qualidade, que é seu baixo consumo, chegando a fazer 35 km/litro; com isso sua autonomia pode superar os 450 km graças ao tanque de 13,6 litros. O banco mais largo na nova geração permite longos trajetos sem necessidade de paradas.

As raízes da Lander 250 ABS são as motos trails, prova disso estão na sua roda dianteira de 21 polegadas – que usa pneu 80/90 – 21 (dianteira) e 120/80 – 18 (traseira). O curso de suspensão de 22 cm na dianteira e 20 cm na traseira permite “desprezar” os buracos e outros obstáculos comuns em nossas ruas e estradas. O sistema de freios usa disco nas duas rodas, porém o ABS está disponível apenas na roda dianteira. O modelo traz farol e lanterna de LED como atrativos e sua garantia de 4 anos é a maior entre as concorrentes. A Lander ABS tem preço sugerido em São Paulo de R$ 16.990 – sem frete.

Honda XRE 300 ABS – a partir de R$ 18.690
A veterana XRE foi lançada em 2009 e recebeu diversas alterações na versão 2019 entre elas a iluminação full LED e novo design. O modelo usa motor flex de um cilindro de 291,6 cm³, quatro válvulas, DOHC, que produz 25,6 cv de potência máxima a 7.500 rpm e 2,81 kgf.m de torque a 6.000 giros, abastecido com etanol. O câmbio de cinco marchas oferece retomadas vigorosas facilitando as ultrapassagens e permite manter com tranquilidade os 120 km/h nas estradas mesmo nas subidas.

A XRE pesa 148 kg (a seco) e o consumo médio está na casa dos 33 km/litro o que permite rodar até 450 km com seu tanque de 13,8 litros. Nas viagens é possível consultar a autonomia no painel digital (tela preta, estilo black-out) que traz computador de bordo no modelo 2019.

Equipada com rodas de alumínio e aro 21 na dianteira – pneus - 90/90 e 120/80-18 na traseira – XRE encara obstáculos com desenvoltura. O curso do garfo telescópico dianteiro é de 24,5 cm e 22,5 cm na balança traseira, também de alumínio, monoamortecida. A distância livre do solo é de 26 cm. Tais medidas fazem que seu banco seja alto: 86 cm até o solo exigindo um pouco de habilidade do piloto no seu manejo em baixa velocidade.

Equipada com disco nas duas rodas a XRE traz sistema de freios ABS que trabalham individualmente em cada roda. Outra mudança do modelo 2019 foi a adoção do sistema de iluminação totalmente em LED. Novas linhas mais angulosas e o para-lama duplo conferem à XRE um visual impactante que faz a moto parecer maior do que uma “300”. 

Disponível em três opções (Rally, Adventure e XRE 300) o preço sugerido (sem frete) para o Estado de São Paulo é R$ 18.200 versão (XRE 300) e R$ 18.690 para as versões Rally e Adventure, que se diferenciam apenas pelas cores e grafismos.

Royal Enfield Himalayan – R$ 18.990
Ela chegou ao Brasil cercada de expectativas por quem buscava uma moto para encarar as mais difíceis aventuras. Fabricada na Índia, a Himalayan tem na sua simplicidade mecânica e robustez o grande trunfo para se destacar na categoria. Seu conjunto mecânico traz o motor de um cilindro com 411 cm³, duas válvulas e refrigeração a ar. Sua potência é bem modesta para o tamanho do propulsor, apenas 24,5 cv, porém ela é atingida já a 6.500 rpm. 

Sua velocidade máxima está na casa dos 140 km/h, porém ela roda a 120 km/h com tranquilidade enquanto seu motor “ronrona” na casa dos 5.000 giros.

Se o desempenho não empolga, o torque de 3,26 kgf.m (o mais elevado da categoria) já está disponível em apenas 4.250 rpm. Por conta disso, o câmbio de cinco marchas, é pouco utilizado e ela tem “força” para encarar obstáculos do fora de estrada.

Para isso a Himalayan traz rodas raiadas, de 21 polegadas na dianteira com pneu 90/90; e roda aro 17 na traseira com pneu 120/90. O curso de suspensão dianteira é de 20 cm, enquanto na traseira chega a 18 cm. Os freios a disco são equipados com sistema ABS, que não pode ser desativado.

Repleta de componentes feitos em aço, o modelo tem peso elevado comparado às concorrentes. São 191 kg em ordem de marcha e seu tanque de combustível tem capacidade para 15 litros.

Tudo na Himalayan é clássico, do painel repleto de marcadores redondos e ponteiros ao seu visual de trail dos anos 1980. Apesar do porte imponente do modelo, o banco tem apenas 80 cm de altura, permitindo que até os pilotos mais baixos apoiem os pés com facilidade no solo. Seu preço final é de R$ 18.990 e a garantia é de dois anos.

Kawasaki Versys X-300 – a partir de R$ 22.900
Entre as aventureiras a Kawasaki Versys X-300 se destaca pelo porte e desempenho. É a única com motor de dois cilindros entre as motos desta lista. O propulsor de 296 cm³, quatro válvulas por cilindro e refrigeração líquida atinge 40 cv, quase o dobro da potência da Yamaha Lander. Tal número chega somente aos 11.500 rpm, ou seja: a Versys “exige” altos giros para aproveitar a potência extra do motor. 

A mesma característica está presente no torque máximo (2,6 kgf.m) que está disponível somente a 10.000 rpm. A motorização da Kawasaki pede o uso constante do câmbio de seis marchas, principalmente em baixas velocidades e ao rodar por terrenos irregulares. Por outro lado, quem gosta de viajar rápido, será feliz com essa Kawa que supera os 165 km/h no velocímetro e chega facilmente aos 120 km/h, uma boa velocidade de cruzeiro.

O tamanho do tanque, 17 litros, é compatível com seu consumo médio de 24 km/litro, projetando a autonomia de 400 km. Seu banco largo e confortável fica a apenas 84,5 cm do solo permitindo aos pilotos de menor estatura apoiar os pés no chão com facilidade. Uma característica que permite conviver bem com seus 175 kg (em ordem de marcha), principalmente no trânsito congestionado.

Entre todas as concorrentes a Versys tem menor aptidão para aventuras radicais no fora de estrada. Sua roda de 19 polegadas na dianteira e o curso de suspensão de somente 13 cm na frente e 14,8 na traseira comprovam isso. Porém tais características não inibem seu uso em estradas esburacadas, mas exigem maior cuidado na pilotagem.

Um dos pontos fortes da Versys 300 é seu porte imponente – que sugere ser uma moto maior. Seu preço também é um dos mais “salgados” da categoria. A versão de entrada, a Versys-X 300 ABS está cotada a R$ 22.990 Já a versão completa, a Versys-X 300 Tourer ABS, que vem equipada com malas laterais, protetor de motor, protetor de mão, cavalete central, tomada 12V e faróis auxiliares custa R$ 25.990.

BMW G 310 GS – R$ 25.250
A sigla GS no nome da pequena aventureira da BMW remete à experiência e sofisticação da big trail BMW R 1200 GS – que já foi a mais vendida em todo o mundo. Montada em Manaus, a G 310 GS oferece equipamentos que a destacam das concorrentes como a suspensão invertida na dianteira e os pneus sem câmara.

Seu motor de um cilindro 313 cm³, quatro válvulas e refrigeração líquida atinge a potência máxima de 34 cv a 9.000 giros. O torque de 2,85 kgf.m é atingido nas 7.500 rotações. O piloto conta com o câmbio de seis marchas e o peso da G 310 (em ordem de marcha) é de 169,5 kg. O modelo é capaz de manter 120 km/h com tranquilidade enquanto o motor trabalha na faixa de 8.000 giros, se esticar bastante ela atinge 158 km/h no painel – cerca de 145 km/h real.

A única entre as concorrentes que usa suspensão invertida na dianteira oferece o curso de 18 cm (na frente e atrás). O conjunto se mostra adequado para o uso no fora de estrada. Os pneus (sem câmara) são calçados em roda de liga de 19 polegadas na dianteira e 17 na traseira. O tamanho das rodas e a largura dos pneus (110/80 na frente e 170/70 atrás) comprometem a performance no off-road, limitando seu uso a estradas de terra. O modelo traz freios a disco e sistema ABS, que pode ser desligado.

Seu banco é baixo (83,5 cm do solo) e confortável. Enquanto o piloto viaja pode acompanhar as informações pelo painel totalmente digital. O instrumento mostra dados como o consumo instantâneo e a autonomia. 

Por falar em autonomia, o tanque da BMW é o menor entre as concorrentes. Com capacidade para 11 litros limita a autonomia a 250 km, pois o consumo médio está na casa dos 24 km/litro. O preço da BMW G 310 GS, em versão única, é de R$ 25.250.

 

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